Lápis, papel e minha inquietação
Por onde andam as palavras certas?
Sentimentos invadem meu coração
Deixam portas e janelas entreabertas
Ora, sou mulher alada singrando céus
Ora, sinto-me a mais triste das mortais
Às vezes danço a dança dos sete véus
Nos meus enlouquecidos sonhos irreais
Nos meus versos sou tudo ou o vazio
Coloquei-os embaixo de um grande navio
Olho tristemente minha poesia se afundar
Quando o dia raiar surgirá a esperança?
A tristeza e alegria na eterna aliança
De um oceano que quer me naufragar
AnnaLuciaGadelha
Voar sem as asas do medo
Singrar os mares da inquietude
Liberdade plena sem arremedo
Voar voar voar em longitude...
O mar tem os seus mistérios profundos;
Com ele aprendemos a vida, no seu jeito.
Horas de calmaria deitado em nosso leito
Ou muito agitado em sentimentos do fundo.
Nem só de pão vivem nortistas e nordestinos
Da natureza provém muita degustação
Haja força para os intestinos...
Com as pimentas, peixes, farinha,..., meu irmão!
Há respeito com os irmãos do pais...
Seja de qual região provem
Nunca se torce o nariz
É coisa que não convém!
O poeta citou camarão com jerimum
Comida de deuses, sem desabono nenhum...
São manjares de tradição
Preparados com esmero e dedicação!
Na mão lápis e papel
No pensamento a inquietação
Por não sentir a interação
Fluir de seu coração
Pois as palavras certas
Que tanto precisa
Teima em não querer
Invadir o seu coração.
Tão Lindo
Manhã nascendo
Gente por gente
Sendo
Do intuito do amor
De se amando a cada momento
Unindo ato tão lindo
O sol clareia o sorriso
Em mar o amar por onda
Fascinantes ditos
Se mulher poetisa
Dona de seu versar
Que vê a sua poesia afundar
mas com toda certeza é guerreira
E tem cópias
E tem esperanças
Nunca esse oceano irá te naufragar
Em faces vistas
Como borboletas
De longas asas
Vencendo desafios