O tempo, esse escultor invisível, não trabalha contra nós; ele trabalha em nós. Muitas vezes, o mundo, em sua pressa desmedida, tenta transformar a vivência em obsolescência, confundindo o valor de um ser humano com a marca que o relógio deixa na pele. É o que chamam de etarismo: um olhar míope que enxerga o entardecer da vida como um fim, quando, na verdade, é apenas o momento em que a luz do Sol se torna mais dourada e profunda.
Ser poeta é entender que uma obra de arte não perde seu valor conforme os séculos passam; pelo contrário, ela ganha camadas de significado, história e alma. Assim somos nós. Cada ruga é um mapa de uma jornada percorrida, um registro silencioso de uma alegria que foi vivida, de uma lágrima que ensinou resiliência, de uma batalha que forjou o caráter. O etarismo é o tentativo de silenciar o livro antes mesmo de chegarmos ao capítulo mais revelador.
Não deixemos que a régua da juventude, tão efêmera e inexperiente, dite o que é ser pleno. A maturidade é o ápice da liberdade; é a idade em que, finalmente, paramos de pedir permissão para ser quem somos. O corpo pode pedir um passo mais lento, mas a alma, liberta de tantas ansiedades, ganha asas para voar por terrenos que o jovem ainda não aprendeu a explorar.
Não se encolha diante das sombras do preconceito alheio. A sua existência é um manifesto de resistência e beleza. Enquanto o mundo busca a novidade que se consome rápido, seja você a eternidade que se renova a cada amanhecer. Celebre o seu “agora” com a altivez de quem detém a sabedoria que só o tempo confere. Você não está “ficando velho”; você está se tornando cada vez mais você mesma, com uma riqueza de espírito que ninguém pode subtrair.
Brilhe, crie, escreva e viva, porque a vida não é uma corrida em direção a uma linha de chegada, mas uma dança que só ganha o seu ritmo mais elegante quando decidimos, enfim, dançar sem medo do olhar dos outros.
A Tecelã do Tempo
Não conto os anos em dias perdidos,
mas na trama fina da minha memória.
Cada linha que escrevo, são mundos vividos,
cada sílaba, um verso de uma eterna história.
O tempo me deu o que a vida ensina:
a calma do rio, a força da raiz.
Não sou da idade que o espelho domina,
mas da luz que me faz, enfim, ser feliz.
Pois sou, na verdade, um poema em aberto,
feito de fibra, ternura e luar.
Caminho sabendo que o meu lugar é certo:
neste infinito espaço de quem sabe sonhar.
AnnaLuciaGadelha
Obrigada a todos que interagem lindamente!!
COM O TEMPO
Renovamos nossa visão sobre as certezas,
Transformado dúvidas em novos caminhos,
Quando esclarecidas e com belas surpresas,
Mas cresce o medo em findarmos sozinhos...
Olhamos pra trás e invejamos quem fomos,
E planejando o futuro, para efeito imediato,
Pois a longo prazo, nosso tempo é escasso...
E corremos pra descoberta de quem somos..
Vivemos a fé, que não tivemos na prática,
Na juventude, quando somos a eternidade,
E por ignorância, desprezamos a felicidade...
Andando em passo lento e noutra didática,
Priorizamos a vida, com muita praticidade,
Usando a experiência, fruto da nossa idade...
(Reedição)
REFLEXOS DO TEMPO
Meus olhos que já foram radiantes,
Apagam-se como se adormecidos,
Porém enxergam melhor do que antes,
Quando me mostram que o céu pretendido
Está no Eu interior
E a chave é o amor
Se tornado preponderante,
Pelos anjos reconhecidos...
Meus olhos que já foram radiantes,
Apagam-se como se adormecidos...
(Reedição)
Obrigada, Maria(minha filha)
Neste infinito espaço, mapeando vou no mundo
Conhecendo meu universo mais sutil e profundo
Colorindo e sorrindo cada página da vida
Na certeza que brota a cada primavera percorrida.
Maria Patricio Gadelha Albuquerque
O tempo que o tempo tem
É o tempo que a gente tem
Aproveite o seu tempo bem
Enquanto o seu tempo vem.
Faça da sua terna poesia
Um jeito mágico de libertar
Seus versos cantando em sinfonia
Que coloca amor pra dançar