Um sopro de brisa desperta o jardim,
O Sol vem beijar o casulo que abre.
A moça desperta de um sono sem fim,
Com uma leveza que o mundo já sabe.
As asas estende, rendadas de luz,
Pintadas com ouro, azul e sálvia.
O peso de ontem já não a conduz,
A alma flutua na manhã tão calma.
Ela baila no ar sem pressa ou rotina,
Escreve no céu o seu próprio traçado.
A força que antes a mantinha esquiva,
Virou harmonia em seu voo sagrado.
De flor em flor vai deixando o carinho,
Provando a doçura de ser quem escolhe.
Não há mais espinhos em todo o caminho,
Que o vento macio da tarde acolhe.
E ao ver o horizonte pintado de giz,
Ela sorri para o chão que deixou.
Mulher-borboleta, tão livre e feliz,
Pois sabe que a vida enfim começou...
AnnaLuciaGadelha
Bela e sensível interação do querido mestre Jacó
MENINA MULHER
Além da metamorfose,
Que predispõe ao amor,
Por todo corpo percorre,
Os hormônios com vigor...
Nada mais é como antes,
E desejos dominantes,
De sua razão toma posse,
Pra vida ter esplendor...
Além da metamorfose,
Que predispõe ao amor...

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