Eu trago o sal da terra na pele clara...
O pulso forte, que o tempo não para.
Sou vento livre... sou calmaria.
A própria força da reza e do dia.
Carrego o mundo no canto da saia...
Lá onde a onda beija e retira a praia.
Não sou figura de quadro ou retrato:
Sou carne viva, sou carne e ato.
Me deram o molde de vidro e espelho...
Mas eu desfaço o que acho velho.
Quebrei a regra, rasgando a capa...
Sou seta solta que nunca estaca.
Se querem brisa... ofereço o vendaval!
Se esperam medo... mostro o meu quintal.
Lá brotam sonhos de dentes brancos,
Rios que fogem de velhos tanques.
Sou rio fundo... sou terra fértil.
Não há corrente que prenda o perfil.
Eu sou a dona do meu próprio compasso:
Trago o infinito... dentro do abraço.
AnnaLuciaGadelha
Interações Poéticas
A BASE DO QUE SOU
Anotações do que pensei ter sido,
São alicerces sobre os quais evoluo,
Embora pareça ter esquecido,
Sustentam tudo que de bom, construo...
Ao olhar pra trás reconheço,
As sementes das quais, cresço,
Mesmo sem ser parecido,
Uso o bom senso e concluo,
Anotações do que pensei ter sido,
São alicerces sobre os quais evoluo…
(Reedição)
Eu sou a brisa, mas posso ser ventania
Eu sou o recato e também ousadia
Eu sigo as regras, mas quebro as que me oprimem
Eu sou a festa, sou minha alegria
Eu sou maternal, coração afetuoso
Feminina, delicada com força e com garra
Sou alada e pouso nos braços de quem amo
De quem me é leal e merece meu abraço
Não mais me adapto aos seus paradigmas
Sou a liberdade dos meus versos, dos meus atos
Pintei em cores radiantes, pulsantes de vida, meu autorretrato
Ser dona do abraço
Dançar sobre areia da praia
Sorrir e chorar no mesmo espaço
Aparecer ou fugir se for necessário
Manter os sonhos de pé
Ancorar os sonhos num Porto Seguro.
Você traz o infinito dentro do abraço,
Não aceita o molde de vidro ou espelho,
Rompe as amarras do paradigma velho,
Ditando o ritmo do seu próprio compasso.
Se o mundo lhe pede uma linha ou retrato,
Responde com força, com carne e com ato,
Sendo o vendaval que domina o espaço.
Na pele o sal, no olhar a semente,
Uma seta solta que ruma para frente,
Você traz o infinito dentro do abraço..
Não sei se vou conseguir
Entrar com tudo nessa dança
Nessa vida de ir e vir
Preciso ter esperança.
Não sei como te encontrar
Ou como ter o seu abraço
Mas para te conquistar
Ainda não sei como faço.

https://www.youtube.com/watch?v=cvh4Pcqh_EA
DONA DO MEU COMPASSO