Quando o tempo desacelera o passo
e o dia veste seu manto de cinza,
a vida compreende o seu próprio abraço
na folha seca que ao chão se desliza.
A morte não é o muro, é a passagem,
um silêncio fecundo, um porto seguro,
onde a alma desfaz a pesada bagagem
e navega do óbvio para o escuro.
É o escultor que, no silêncio da rocha,
retira o excesso para revelar a essência;
é a maré mansa que a praia toca,
dissolvendo a angústia na transcendência.
Não temas o sono que encerra a lida,
pois o fim é apenas a semente quieta:
morrer é o ato supremo da vida,
o verso final que consagra o poeta.
AnnaLuciaGadelha
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#MEMORIAL RECANTISTA #
OBRAS CLIK
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Belas interações!
Não sei se vou conseguir
Mais algum tempo pra ler
Se Deus ainda vai ouvir
Meus apelos pra te ver.
A minha vida vai mais além
E nunca terá um fim
Enquanto existir alguém
Que lembre um pouco de mim.
A despedida pode ser dolorosa
Mas a missão foi primorosa
Nos mares da vida lições aprendidas
Nos percalços experiências difundidas
Da semente é preciso cuidar
Flores e frutos a exemplar
A MORTE
Como um ser setenário,
Desmembrado ao morrer,
Num processo temporário/
Pois voltamos a nascer...
O espírito que sou
Volta a quem o gerou,
Como se pro seminário
Onde podemos nos ver,
Como um ser setenário,
Desmembrado ao morrer...
(Reedição)
O amor que ficou,
não cabe no silêncio,
disse adeus, em nós habitou,
vira lembrança e vento.