AnnaLuciaGadelha
É acreditando nos sonhos que os fazemos acontecer. (AnnaLuciaGadelha)
Capa Meu Diário Textos Áudios E-books Fotos Perfil Livro de Visitas Contato Links
Textos

Ah-ê, ah-ô, o vento na mata chamou...

Ah-ê, ah-ô, meu peito por ti disparou.

O branco cruzou o rio, pisou na nossa aldeia,

E a flecha do meu olhar te encontrou na lua cheia!

 

Trago o urucum no corpo, o jenipapo na pele,

O cheiro da terra molhada, o canto da juriti.

Tu vieste de outro mundo, de onde a pedra é fria,

Mas viste o sol da minha alma e te prendeste aqui.

Te ensinei o nome do rio, a cor do fruto maduro,

Mostrei que a nossa riqueza não brilha no ouro escuro.

 

O pajé benzeu nosso rumo, o fogo estalou no chão...

Será que o fio do tempo aguenta essa união?

Pois a tua gente esquece que a terra é mãe e altar,

Mas nos teus olhos perdidos, eu vejo o meu mar.

 

Ah-ê, ah-ô, o vento na mata chamou...

Ah-ê, ah-ô, meu peito por ti disparou.

O branco cruzou o rio, pisou na nossa aldeia,

E a flecha do meu olhar te encontrou na lua cheia!

 

Tu trouxeste a pressa nos passos, o fardo de quem não vê

Que a vida é o sopro da folha que dança com o bem-te-vi.

Eu te dei meu arco de fibra, o mel que a abelha faz,

E a paz que só a floresta sabe dar aos mortais.

Se a tua pele é de cal, a minha é da cor da terra,

Mas no fundo do mesmo peito, o mesmo amor se encerra.

 

O rio corre pro mar.

Leva o homem branco pro seio do meu lugar.

Não chores, meu caçador, a floresta vai nos guardar...

 

Ah-ê, ah-ô, o vento na mata chamou...

Ah-ê, ah-ô, meu peito por ti disparou.

O branco cruzou o rio, pisou na nossa aldeia,

E a flecha do meu olhar te encontrou na lua cheia!

 

 

 

AnnaLuciaGadelha

 

 

 

Minha homenagem  aos indígenas pela dívida histórica, social, moral e jurídica acumulada pelo Estado brasileiro e pela sociedade em relação aos povos originários desde o período colonial. Trata-se de um débito imensurável fundamentado em séculos de violência, espoliação e negação de direitos fundamentais

 

 

 

Linda Interação!

 

 

 

Entre prosas e poesias 

A gente cria uma canção 

Entre tristezas e alegrias

A gente embala um coração.

 

 

 

 

 

fotoPOETA OLAVO

 

 

 

 

 

 

🔻URUCUM ASHANINKA🔺 A pasta de urucum é feita com uma base de óleo de  pussanga, também conhecido como óleo do amor❤️! Faz parte da rotina do povo  Ashaninka tomar um banho e

https://www.youtube.com/watch?v=xXM9divboEs

 

AnnaLuciaGadelha
Enviado por AnnaLuciaGadelha em 08/09/2026
Alterado em 12/09/2026
Áudios Relacionados:
Entre dois Mundos - AnnaLuciaGadelha
Comentários